Quinta, 28/Agosto/2008 .
 
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Manejo em Silvicultura

1) ESPAÇAMENTO INICIAL

Em contraposição aos espaçamentos praticados no passado e descritos anteriormente, na atualidade pode-se utilizar uma menor densidade inicial de mudas/ha, na medida em que sejam verificadas as seguintes garantias de homogeneidade do futuro talhão:

  • Material genético de boa qualidade e grande produtividade.
  • Melhor seleção das áreas para plantio.
  • Melhores técnicas de preparo do solo.
  • Alta taxa de sobrevivência das mudas (ou, alternativamente, baixa mortalidade inicial).
  • Melhores tratamentos silviculturais (roçadas/capinas, combate a formigas, podas e desbastes).

Medidas efetivas e eficientes de proteção contra fogo (construção e manutenção de aceiros).
esta forma, recomenda-se a adoção dos seguintes espaçamentos e respectivas densidades populacionais de mu­das por hectares: 2,00m x 3,00m (equivalente a 1.667 mudas/lia)

2,50m x 3,00m (equivalente a 1.333 mudas/lia)
3,00m x 3,00m (equivalente a 1.111 mudas/lia)

Outra forma de examinar a questão da densidade populacional inicial é a consideração da razão entre o número de mudas no plantio e o número de árvores desejadas para o corte final. Dessa forma, no passado plantava-se 2.500 mudas por hectare para a produção de 250 árvores no corte final. Na atualidade, e na medida em que garantias de homogeneidade do futuro talhão estejam presentes, pode-se plantar apenas 1.250 mudas por hectare.

2) REGIMES DE DESBASTE

Muito embora a realização de desbastes signifique uma antecipação de renda, ao longo da rotação, sempre existirá um custo associado à sua execução. Por esse motivo, é desejável reduzir o número de desbastes, aumentando a intensidade do corte de árvores em cada desbaste. Em função do exposto, ao se decidir sobre a realização de desbastes, recomenda-se que sejam considerados os seguintes fatores:

Considerar a realização de não mais que dois a três desbastes seletivos (intensidade de remoção de 40% do número de árvores existentes) às idades de 10, 14 e 18 anos.

Os desbastes devem ser mais pesados e mais tardios que os praticados tradicionalmente.

Os desbastes devem ser compatíveis com os objetivos da produção.

 

O ideal é que os regimes de desbaste sejam concebidos por modelagem e simulação (considerando custos e receitas).

 

O propósito é produzir toras de grandes dimensões e de maior valor, no mais curto espaço de tempo.

3) REGIMES DE PODA

A poda ou desrama é uma operação silvicultural, que se justifica sempre que existir o interesse do proprietário rural na produção de toras, com elevada proporção de madeira limpa e livre de nós, para processamento mecânico, em serrarias ou laminadoras. Objetivando-se evitar a produção de nós mortos, deve-se podar preferencialmente os ramos verdes, em idade precoce, de tal forma que não seja retirada mais que 40% da copa verde. Por esse motivo, sugere-se a observação das seguintes recomendações: A primeira poda deve ser realizada entre 4 e 5 anos, no final do inverno, até uma altura entre 2,70 e 3 m.

A segunda poda deve ser realizada aos 7 ou 8 anos de idade, até uma altura entre 6 e 7 m, dependendo das exigências do mercado regional para toras.

Convém observar uma integração entre as operações de poda e de desbaste, objetivando-se propiciar um amplo espaço de crescimento para as árvores em que tenha sido realizada a poda.

O objetivo é agregar valor às toras produzidas, obtendo, desta forma, uma melhor remuneração pela matéria-prima.

Normalmente, na pequena propriedade rural, a decisão referente ao corte final tem sido baseada apenas nas necessidades financeiras que se apresentam, em determinado momento, para o proprietário, ou em conseqüência ao aparecimento de uma oferta, julgada “interessante”, para compra da sua madeira.

A decisão sobre o corte final ou corte-raso, em um sistema de produção de madeira de pínus para processamento em serrarias e laminadoras, altamente remunerador para o proprietário rural, deve levar em conta as seguintes informações fundamentais:

Considerar, em princípio, uma rotação de 20 a 25 anos.

Fazer uma análise econômico-financeira para a decisão sobre o corte final. Considerações sobre o mercado (preços vigentes e volume a cortar).

FONTE: Reflorestamento de Propriedades Rurais para Fins Produtivos e Ambientais, Capítulo 12. Autor Sérgio Ahrens.
fonte:http://www.copercampos.com.br//agricultura/silvimanejo.htm

 

 
 
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