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Planta perene, de porte arbustivo, pertencente à família Rubiacea, produtora de frutos
do tipo baga, encerrando, normalmente duas sementes que representam o seu produto
econômico. Estas, depois de convenientemente processadas, são normalmente consumidas na
forma de fusão. Dotada de aroma e sabor característicos, a bebida é nutritiva e
estimulante. |
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| Cultivares |
| Mundo Novo e
Catuaí (progênies e linhagens selecionadas pelo Instituto Agronômico). |
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| Época de semeadura |
| Maio/Outubro; de plantio
de mudas: nas chuvas ou com irrigação na seca. |
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| Espaçamento |
| Variável, dependendo da
condução da planta e do cultivar. O básico, recomendado para a condução a livre
crescimento, é 4,0 x 2,5m para Mundo Novo e 3,5 x 2,0m para Catuaí, ambos formados com
duas plantas por cova. Durante a formação, evitar o excesso de ramos verticais, mediante
desbrotas (máximo de 6 ramos por cova). |
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| Sementes e mudas
necessárias |
| 1kg de sementes
despolpadas e classificadas (peneiras 16 e 17), com 15% de umidade, possibilita a
formação cerca de 3.000 mudas, no sistema de semeação direta (duas sementes em cada
recipiente) e de 4.000 mudas quando se utiliza germinador de areia e posterior repicagem
para os recipientes. No espaçamento recomendado para os cultivares conduzidos a livre
crescimento, o consumo de mudas/hectare seria de 2.000 para o Mundo Novo e 3.000 para
Catuaí. |
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| Controle da Erosão |
| Em condições de pequena
a média declividade, plantio em curvas de nível, associado a cordões em contorno e
capinas em ruas alternadas. Em maiores declividades, terraços. |
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| Calagem e
adubação |
| De acordo com a análise
do solo, aplicar calcário para elevar a situação em bases a 70% quando esse índice
estiver abaixo de 60%. A calagem, efetuada em toda a superfície do solo, não deverá
ultrapassar 5t de calcário/ha/ano. Em cafezal já instalado, distribuir o corretivo de
preferência também em toda a superfície do solo no início da estação chuvosa. Quando
só for possível fazer aplicação ao redor da planta ou da área de projeção da copa,
não ultrapassar doses anuais de 2.5t/ha. Adubar as covas de plantio com 10-30g de P205
e 10-25g de K20 . Sempre que possível, utilizar um adubo orgânico curtido,
empregando por volume de cova e com fontes alternativas mais anuais: 20-50% de esterco de
curral ou composto, ou 5% de esterco de galinha, ou 15% de palha de café ou 2% de torta
de mamona. Após o pegamento das mudas, 4g de N/cova a intervalos de aproximadamente 45
dias no período setembro/abril. No 3º ano: 60G de N, 8-12g de P205
e 24-36g de K20, por cova, parceladamente em três-quatro benzes no período
setembro/abril. Para cafezais em produção, a adubação mínima por cova deve atender
uma produção esperada de até 5 litros de café em coco: 80g de N, 20g de P205
e 60g de K20. Adicionar 20% das doses acima para cada litro suplementar a
produção. Parcelar os 3-4 vezes no período de frutificação. As doses de fósforo e de
potássio poderão variar para mais ou para menos, de acordo com seus teores no solo,
cujas análises químicas deverão ser repetidas a cada 3 anos. Pelo menos um dos adubos
utilizados deverá conter também enxofre, de modo a ser aplicado na proporção de 1/8 da
dose de N. Em áreas deficientes de zinco e boro, aplicar 10-20g de sulfato de zinco e de
bórax no solo por cafeeiro. Em pulverizações, solução de sulfato de zinco a 0,6%, com
espalhante adesivo, quando ocorrerem sintomas de carência. |
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| Outros tratos
culturais |
| além da capina manual
(enxada) e mecânica (cultivador, roçadeira), efetuar o controle do mato com herbicidas
de pós-emergência. Empregar o cultivo mecânico com cautela, para evitar que haja uma
desagregação excessiva do solo. O manejo adequado da erva daninha concorre para a
melhoria da estruturação do solo e para sua conservação . |
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| Controle de Pragas e
moléstias |
| No
viveiro, sempre que houver suspeita ou confirmação de existência de nematóides
prejudiciais, fazer prévia da terra a ser empregada nos saquinhos com brometo de metila
ou similar; pulverizar o solo e as plantas com fungicidas e/ou inseticidas específicos
quando forem observados focos de rizoctoniose, pulgões, grilos, paquinhas, lesmas e
outros organismos nocivos. No campo, em condições favoráveis ao desenvolvimento do
fungo, controlar previamente a ferrugem com fungicidas cúpricos ou similares. |
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| Fonte: Boletim
200 do IAC - SP |
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