| (Malpighia
glabra L.) |
A acerola ou cereja-das-antilhas pertence a família Malpighiaceae. Originária das
Antilhas, América Central e América do Sul é uma planta rústica, desenvolve-se bem em
clima tropical e subtropical. A acerola é muito rica em vitamina C, chegando a ter de 1 a
2 g de ácido ascórbico por 100 g de suco. Os frutos conservam-se apenas 3 dias após a
colheita, daí a dificuldade da sua comercialização ao natural. A acerola pode ser
utilizada na forma de refresco, sorvete, balas, cápsulas de vitamina C pura, creme
gelado, geléia, compota, néctar e conserva. |
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| Cultivares |
| a própria espécie
botânica. |
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| Clima
e Solo |
| a temperatura ideal
está sempre entre 25 e 27ºC, a planta resiste a geadas leves. Necessita precipitação
entre 1.200 a 1.800 mm bem distribuídos. É pouco exigente quanto ao tipo de solo, mas
prefere os bem drenados e não infestados por nematóides. |
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| Prática de
conservação do solo |
| plantar em nível. |
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| Propagação |
| a estaqueada é a multiplicação
recomendada. Utilizar estacas semilenhosas com dois pares de folhas, 15 a 20 cm de
comprimento, enterrando 1/3 em terra misturada com areia. Após 60 dias, transplantar para
sacos plásticos. Levar ao campo com 8 meses. Não se recomenda multiplicação por
sementes pela desuniformidade nas plantas descendentes. |
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| Plantio |
| deve ser realizado o ano todo, mas
deve-se dar preferência ao início da estação chuvosa. As mudas devem ter 30 cm de
altura. |
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| Espaçamento |
| 4 x 4 m ou 4 x 5 m. |
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| Mudas necessárias
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| 500 a 600/ha. |
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| Covas |
| 40 x 40 x 40 cm preparadas no mínimo
um mês antes do plantio. |
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| Calagem |
| durante o preparo do solo deverá ser
feita uma calagem em toda a área para elevar a saturação por bases a 70%, usando
calcário dolomítico. Para cultura já formada proceder do mesmo modo, com a aplicação
do calcário sob a projeção da copa da planta. |
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| Adubação de
plantio |
| no preparo das covas colocar 20
litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha, mais 200 g de P2O5
e 3 g de Zn, misturadas com a terra da superfície, 20 dias antes do plantio. |
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| Adubação de
formação |
| no primeiro e no segundo anos,
adubação nitrogenada em cobertura na dose de 60 a 120 g de N por planta, e de acordo com
a análise de solo, 0 a 120 g/cova de P2O5 e 40 a 160 g/cova de K2O,
em três aplicações anuais (no início, meado e fim da época das chuvas). No terceiro
ano, aplicar 180 g/cova de N, e de acordo com a análise de solo, 90 a 180 g/cova de P2O5
e 120 a 240 g/cova de K2O. |
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| Adubação de
produção |
| no período de frutificação
(setembro a março) 40 a 140 Kg/ha de N, de acordo com a meta de produtividade(de 15 a 40
t/ha), e com base nos teores de P e K, 20 a 140 Kg/ha de P2O5 e 40 a
260 Kg/ha de K2O por ano, em três aplicações. Pulverizar anualmente na
primavera e no verão, com solução contendo no litro: 5 g de uréia, 3 g de sulfato de
zinco e 1 g de ácido bórico. |
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| Controle de pragas
e doenças |
| pouco afetada por pragas e doenças,
mas muito sensíveis a nematóides. Controle cultural: evitar solos infestados e,
principalmente, adquirir mudas sadias. |
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| Outros
tratos culturais |
| capinas manuais na projeção da copa
da planta. Retirar ramos em excesso para arejar a parte interna da copa. O tutoramento das
plantas pode ser necessário até 3 a 4 anos. |
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| Colheita
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| de setembro a março; colheita manual
diária ou em dias alternados. |
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| Produção normal |
| planta adulta: 10 a 20 t/hectare/ano. |
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| Comercialização |
| principalmente na forma de polpa
congelada e sucos; devido ao curto período de conservação dos frutos in natura,
são comercializados em bandejas de isopor e plástico, em pequena escala. |
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| Fonte: Boletim 200 do IAC
- SP |