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Agricultura Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2008
 

 

(Malpighia glabra L.)
 
A acerola ou cereja-das-antilhas pertence a família Malpighiaceae. Originária das Antilhas, América Central e América do Sul é uma planta rústica, desenvolve-se bem em clima tropical e subtropical. A acerola é muito rica em vitamina C, chegando a ter de 1 a 2 g de ácido ascórbico por 100 g de suco. Os frutos conservam-se apenas 3 dias após a colheita, daí a dificuldade da sua comercialização ao natural. A acerola pode ser utilizada na forma de refresco, sorvete, balas, cápsulas de vitamina C pura, creme gelado, geléia, compota, néctar e conserva.
 
Cultivares
a própria espécie botânica.
 
Clima e Solo
a temperatura ideal está sempre entre 25 e 27ºC, a planta resiste a geadas leves. Necessita precipitação entre 1.200 a 1.800 mm bem distribuídos. É pouco exigente quanto ao tipo de solo, mas prefere os bem drenados e não infestados por nematóides.
 
Prática de conservação do solo
plantar em nível.
 
Propagação
a estaqueada é a multiplicação recomendada. Utilizar estacas semilenhosas com dois pares de folhas, 15 a 20 cm de comprimento, enterrando 1/3 em terra misturada com areia. Após 60 dias, transplantar para sacos plásticos. Levar ao campo com 8 meses. Não se recomenda multiplicação por sementes pela desuniformidade nas plantas descendentes.
 
Plantio
deve ser realizado o ano todo, mas deve-se dar preferência ao início da estação chuvosa. As mudas devem ter 30 cm de altura.
 
Espaçamento
4 x 4 m ou 4 x 5 m.
 
Mudas necessárias
500 a 600/ha.
 
Covas
40 x 40 x 40 cm preparadas no mínimo um mês antes do plantio.
 
Calagem
durante o preparo do solo deverá ser feita uma calagem em toda a área para elevar a saturação por bases a 70%, usando calcário dolomítico. Para cultura já formada proceder do mesmo modo, com a aplicação do calcário sob a projeção da copa da planta.
 
Adubação de plantio
no preparo das covas colocar 20 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha, mais 200 g de P2O5 e 3 g de Zn, misturadas com a terra da superfície, 20 dias antes do plantio.
 
Adubação de formação
no primeiro e no segundo anos, adubação nitrogenada em cobertura na dose de 60 a 120 g de N por planta, e de acordo com a análise de solo, 0 a 120 g/cova de P2O5 e 40 a 160 g/cova de K2O, em três aplicações anuais (no início, meado e fim da época das chuvas). No terceiro ano, aplicar 180 g/cova de N, e de acordo com a análise de solo, 90 a 180 g/cova de P2O5 e 120 a 240 g/cova de K2O.
 
Adubação de produção
no período de frutificação (setembro a março) 40 a 140 Kg/ha de N, de acordo com a meta de produtividade(de 15 a 40 t/ha), e com base nos teores de P e K, 20 a 140 Kg/ha de P2O5 e 40 a 260 Kg/ha de K2O por ano, em três aplicações. Pulverizar anualmente na primavera e no verão, com solução contendo no litro: 5 g de uréia, 3 g de sulfato de zinco e 1 g de ácido bórico.
 
Controle de pragas e doenças
pouco afetada por pragas e doenças, mas muito sensíveis a nematóides. Controle cultural: evitar solos infestados e, principalmente, adquirir mudas sadias.
 
Outros tratos culturais
capinas manuais na projeção da copa da planta. Retirar ramos em excesso para arejar a parte interna da copa. O tutoramento das plantas pode ser necessário até 3 a 4 anos.
 
Colheita
de setembro a março; colheita manual diária ou em dias alternados.
 
Produção normal
planta adulta: 10 a 20 t/hectare/ano.
 
Comercialização
principalmente na forma de polpa congelada e sucos; devido ao curto período de conservação dos frutos in natura, são comercializados em bandejas de isopor e plástico, em pequena escala.
 
 
Fonte: Boletim 200 do IAC - SP

 


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