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Agricultura Sábado, 22 de Novembro de 2008
 

 

(Psidium guajava L.)
 
Pertencente a família Myrtaceae, a goiabera é uma planta perene, de porte arbusto ou semi - arbórea, com 3 a 7 m de altura. Originária de alguma região da América Tropical, situada entre o México e o Brasil, está disseminada por todo o mundo tropical. As frutas são variáveis em seu tamanho, forma, sabor, peso e coloração de polpa, que pode ser branca, creme, amarela, rosa ou vermelha. A fruta é rica em vitamina C e se destina tanto ao consumo natural como à industrialização, na forma de compota, massa, suco e geléia.
 
Cultivares
IAC-4, Rica, Paluma, Monte Alto Vermelha, Ogawa, Guanabara, Kumaiga, Ruby Supreme, Webber Supreme, Indiana Vermelha.
 
Clima e Solo
Adapta-se bem em qualquer local região do Brasil, mas são considerados ideais os locais com precipitação média anual superior a 1. 000 mm, bem distribuída, e temperatura média anual entre 18 e 25ºC. Não tolera geadas e ventos frios. Os solos, argilosos ou arenosos, devem ser profundos e bem drenados, pois a goiabera não prospera em terrenos encharcados, pantanosos, mal arejados ou impermeáveis.
 
Práticas de conservação do solo
plantio em nível. Manter nas entrelinhas uma cobertura vegetal rasteira, sempre roçada. 
 
Propagação
normalmente por sementes, mas recomenda-se a enxertia por borbulhia ou garfagem. Pode-se ainda utilizar a estaquia herbácea, com dois pares de folhas, colocando as estacas em câmara de ebulição, e aplicando-se hormônios. A semeadura pode ser realizada, preferencialmente, na primavera, podendo, nas regiões mais quentes, ser feita em qualquer época do ano. Quando as plantinhas atingirem 5 cm de altura, transplantar para sacos plásticos ou laminados mantendo-as em viveiros até atingirem 25 cm de altura. São necessárias 10 g de sementes para a produção de 300 a 400 plantinhas mais vigorosas na sementeira.
 
Plantio
plantar no início das chuvas. Retirar a embalagem sem destruir o torrão e manter o nível da cova ligeiramente acima do nível do terreno. Irrigar abundantemente, caso não ocorram chuvas. Fazer uma bacia para conter 20 litros de água, e se necessário, colocar uma cobertura morta para manter a umidade.
 
Espaçamento
Para industria, 5 x 8 m ou 7 x 7 m (250 ou 204 plantas /ha) e, para mesa, 5 x 6 m (330 plantas/ha).
 
Mudas necessárias
200 a 330 mudas/ha. Evitar baixas densidades ou adensamentos extensivos, devido desperdício de terreno ou pela necessidade da execução de numerosas podas.
 
Cova
covas grandes, no mínimo de 40 x 40 x 40 cm.
 
Poda
a poda de formação deverá ser feita, seja qual for a finalidade da cultura. Além desta, deve ser eliminados, através de podas periódicas, os ramos defeituosos, secos ou baixos. Quando destinada à produção de frutos de mesa, as podas (longas) deverão ser feitas anualmente, no inverno, encurtando-se os ramos do ano anterior.
 
Desbaste e ensacamento
quando destinada a fruto de mesa, deve-se efetuar raleamento e ensacamento dos frutos remanescentes.
 
Calagem
de acordo com a análise de solo, elevar o índice de saturação por bases a 70%.
 
Adubação de plantio
colocar na cova de 15 a 20 litros de esterco de curral ou 3 a 5 litros de esterco de galinha ou torta de mamona misturada com 200 g de P2O5 e 3 g de Zn (nas formas de óxido de sulfato) e a terra de superfície, 20 a 30 dias antes do plantio.
 
Adubação de formação
aplicar, de acordo com a análise de solo, por ano de idade e por planta, 70 g de N, 40 a 100 g de P2O5 e 20 a 50 g de K2O, ao redor de cada planta na projeção de suas copas.
 
Adubação de formação
(plantas adultas) de acordo com o resultado da análise de solo e com a produtividade esperada (20 a 50 t/ha), aplicar anualmente, 80 a 160 Kg/ha de N, 20 a 140 Kg/ha de P2O5 e 30 ac160 Kg/ha de K2O, em três parcelas, no início e durante as chuvas, na projeção da copa.
 
Controle de pragas e doenças
mosca-das-frutas - ensacamento (para frutas de mesa) conjuntamente com utilização de iscas envenenadas à base da mistura inseticidas organofosforados e melaço ou proteína hidrolizada; em pomares industriais, pulverizar com inseticidas organofosforados (paration methyl, fenthion, fenitrothion e trchlorfon, entre outros), a partir do início da frutificação até no máximo 30 dias antes do colheita; brocas - colocar um algodão embebido com gasolina dentro do orifício feito pelo inseto, no caso de broca de tronco, em se tratando de broca dos ramos, adotar medidas profiláticas (poda retirada e queima dos ramos afetados); ferrugem e antracnose - pulverizações alternada com mancozeb e oxicloreto de cobre; verrugose: oxicloreto de cobre; seca bacteriana dos ramos - conforme o grau de infecção, efetuar uma poda leve ou drástica, seguida de pulverização com soda sulfocálcica, e pulverizações seqüentes com oxicloreto de cobre.
 
Outros tratos culturais
capinas manuais na projeção da copa da planta (coroação) e, nas entrelinhas, roçadas (período chuvoso) e graduações (período seco).
 
Colheita
de janeiro a abril. Manual, colocando os frutos em caixas de colheita, com dois a três repasses semanais, em estádio de vez de maturação, para comercialização ao natural ou maduras firmes, quando destinadas à industrialização.
 
Produtividade normal
15 a 50 t/ha de frutos (70 a 200 Kg/planta/ano, de frutos), dependendo de vários fatores tais como espaçamento, cultivar clima, solo e tratos culturais.
 
Culturas intercalares
até o 2º ano, pode-se plantar leguminosas de pequeno porte, não trepadeiras, nas entrelinhas (por exemplo, o feijoeiro).
 
Comercialização
para o comércio in natura, caixas com capacidade média de 3,5 Kg; para industrialização, usam-se as próprias caixas de colheita, que têm capacidade de 22 a 25 Kg.
 
 
Fonte: Boletim 200 do IAC - SP

 


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