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| Agricultura |
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Sábado, 22 de Novembro de 2008 |
| (Malus
spp.) |
Frutífera típica de clima temperado, da família Rosaceae, tem suas origens nas
montanhas do Cáucaso, Oriente Médio e Leste Asiático. Espécie exigente em tratos
culturais mormente fitossanitários. Com pequeno exigência de frio, apresentam-se aptos
para produzir satisfatoriamente em condições de inverno brando. É imprescindível o
plantio de mudas enxertadas e sadias, em potas enxertos clonais ou em sementes da própria
macieira. Por se tratar de cultura perene e de polinização cruzada, é importante
consorciar no plantio variedades interpolinizantes. Em São Paulo, considerado o quinto
Estado maior produtor do país, a safra de maçãs ocorre de dezembro a fevereiro,
período de escassez e, portanto, de altos preço no mercado. É, quase no totalidade,
comercializada in natura, dada sua precocidade. Eventualmente, pode ser industrializada e,
dependendo da variedade, utilizada para fabricação de sidra, purê ou sulco. |
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| Cultivares |
| Bom precoces - Soberana
(IAC 170-1, p. am. -av. ), Anna (introduzida, p. am. -av. ), Michal (intr. , p. a, . -av.
), Ein Shemer (intr. , p. am. , polinizante), Glícia (IAC-276-2, p. am. -av. , para
cultivo doméstico) e Gala intr. , p. am. -av. ; para as áreas mais frias do Estado).
Precoces - Rainha (IAC 8-31 p. am. -av. ), Marquesa (IAC 570-38, p. av. ), Brasil
(Brückner, p. av. ), Delícia (IAC 6-5, p. av. ), Valinhence (Ohio Beaut, p. av. ) e
Culinária (IAC 5-10, p. av. )- os dois últimos, bom polinizantes e também adequados
para a utilização industrial. Medianos/tardios- Dulcina (IAC 8-35, p. av. ) e
Centenária (IAC 570-17, p. am. ; para áreas mais frias do Estado). película;
am-amarela; av-avermelhada; am. av. -amarelo avermelhada. |
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| Porta
- enxertos |
| a) clonais
- Doucin (semivigoroso); MM-106(semivigoroso); EM-IX (ananicante); MM-111 (vigoroso); b) "seedlings" de macieira em geral dão origem a
porta-enxertos vigorosos. |
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| Época de plantio |
| mudas de raízes nuas (transplantes)
de julho a agosto e envasadas no período das águas. |
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| Espaçamento |
| (Básico): para porta-enxerto
vigoroso: 6 x 4 m; para porta-enxerto semivigoroso: 5 x 3 m; para porta enxerto
ananicante: 4 x 1, 5 a 4 x 2. mudas necessárias: 417, 1. 250 e 1665/ha, de acordo com o
espaçamento. |
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| Controle da
erosão |
| plantio em nível ou cortando as
águas, patamares ou banquetas em terrenos declivosos, e capinas ou roçadeiras em ruas
alternadas, na época das águas. |
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| Calagem |
| de acordo com a análise do solo,
aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar corretivo por todo
terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o
através de aração e/ou gradagem. |
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| Adubação de
plantio |
| aplicar, por cova, 2 Kg de esterco de
galinha ou 10 Kg de esterco de curral, bem curtido, 1 Kg de calcário magnesiano, 200 g de
P2O5 e 60 g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio.
A partir da brotação de mudas, aplicar em cobertura, ao redor da planta, 60 g de N, em
quatro parcelas de 15 g, de dois em dois meses. |
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| Adubação de
formação |
| para plantas convencionais, (em
porta-enxertos vigorosos e semivigorosos), de acordo com a análise de solo e por ano e
idade, aplicar 20 a 60 g/planta de cada um dos nutrientes N, P2O5 e
K2O; efetuar a aplicação de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a
partir da brotação. |
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| Adubação de
produção |
| no pomar adulto, a partir do 7º ano,
dependendo da análise do solo e da produtividade, em porta-enxerto vigoroso e
semivigoroso, aplicar, anualmente, 120 a 240 Kg/ha de N, 30 a 180 Kg/ha de P2O5,
40 a 200 Kg/ha de K2O e 3 t/ha e esterco de galinha, ou 30 t/ha de esterco de
curral, bem curtido. Após a colheita, distribuir o esterco, fósforo e potássio, na
dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e misturá-lo em
terra de superfície. Dividir o nitrôgenio em quatro parcelas, aplicando-as em cobertura,
de dois em dois meses, a partir do início da brotação. |
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| Observação |
| para plantios adensados (em
porta-enxertos ananicantes), aplicar os adubos no pomar em formação e no adulto, de modo
similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área
ocupada por planta. |
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| Irrigação |
| aconselhável nas estiagens da
primavera em sulcos, bacias e gotejamento, e substituí-las, parcialmente, por cobertura
morta, em áreas de adequado equilíbrio hídrico. |
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| Outros tratos
culturais |
| capinas podas de formação, de
limpeza (inverno), desbrotas no verão, poda de frutificação, armação das plantas,
desbastes dos frutos. Herbicidas - atrazine, dichlobenil, gliphosate, paraquat, atrazine +
simazine, simazine, gluphosiate de amônio, diquat e gliphosate + simazine. |
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| Controle de pragas
e doenças |
| no inverno - calda sulfocálcica
concentrada, calciocianamida, cianamida hidroenada para quebra de dormência) e óleo
mineral; na vegetação - fungicidas (mancozeb, captan, cúpricos, fluazinam, exaconazole,
triflumizole, chlorotalonil, fosetyl - Al, thiran, bitertanol, triadimefon, benomil,
triophanate methyl, metalaxil, oxicloreto + mancozeb, dithianon, mycobutanil, dodine,
óleo mineral, tebuconazole, folpet, enxofre, quinomethionate, iprodine, fenarimol,
triforine, difenuconazole e thiabendazole); inseticidas e/ou acaricidas (clofentezine,
abamectin, fluazinam, pyrazophos, diocape, dimetoate, trichlorfon, formothion, parathion
methyl, carbaryl, fenpropathrin, dichlorvos, deltamethrin, óleo mineral, phorate,
azinphos ethyl, phosmet, fenpyroximate, vamidothion, enxofre, fenthion, malathion,
quinomethionate, propargite, azocyclotin, pyridabem, cyhexatin, fenitrothion e
methidathion). |
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| Colheita |
| dezembro a fevereiro e março. Safras
comerciais: a partir do 2º e 3º anos de instalação do pomar. Ponto de colheita: frutos
de vez, já coloridos, para perfeito sazonamento; colheita manual, em sacolas. |
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| Produtividade
normal |
| 15 a 30 t/ha de frutos em pomares
adultos e racionalmente conduzidos, conforme o espaçamento adotado. |
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| Observação
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| na implantação do macieiral,
visando a exploração mais racional no Estado de São Paulo, consorciar cultivos anuais
ou frutíferas de porte baixo e produção econômica inicial mais rápida (a figueira por
exemplo). |
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| Fonte: Boletim 200 do IAC
- SP |
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