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| Agricultura |
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Sábado, 22 de Novembro de 2008 |
| (Mangifera
indica L.) |
A mangueira, pertence à família Anacardiceae e nativa da Ásia tropical, teve sua
introdução no Brasil no século XVI, pelos navegantes portugueses. Planta perene, de
grande porte e sistema radicular vigoroso, muito sensível a geadas e, variavelmente, de
produção alternada. Seus frutos são consumidos ao natural ou na forma industrializada
de purê, néctar ou compota, e, verdes, são utilizados na confecção de picles,
saladas, molhos e geléias. Possuem grande quantidade de açúcar e são excelente fonte
de vitamina A e C, com pouca vitamina B, contendo doses razoáveis de cálcio e ferro. |
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| Cultivares |
| Zill, Palmer, Kent,
Parvin, Keitt, IAC-100 Bourbon e Tommy Atkins. |
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| Clima
e Solo |
| é muito sensível às
baixas temperaturas, principalmente se estas ocorrerem nas floradas de maio a junho.
Requer boa luminosidade para frutificar e induzir coloração aos frutos e um período
seco no florescimento. Quanto ao solo, deve ser profundo e bem drenado, de preferência de
textura média. |
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| Prática de
conservação do solo |
| Plantio em nível, capinas em ruas
alternadas com a utilização de cobertura vegetal nas entrelinhas, mantendo-a rasteira no
período chuvoso através de roçadeira e uso de herbicidas. Em terrenos com declive acima
de 6% associar terraceamento de acordo com o manejo e o tipo de solo, ou utilizar patamar,
banquetas ou embaciamento. |
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| Propagação |
| as mudas são formadas por enxertia
de garfagem ou borbulhia em porta-enxertos resistentes à "Seca da Mangueira".
Os frutos maduros são despolpados e as sementes lavadas e secas à sombra. Das sementes
são retiradas as amêndoas que são distribuídas em canteiros de germinação. Após 6
semanas da germinações cavalinhos são transplantados para sacos plásticos e viveiro,
no campo. A enxertia, tanto de garfagem quanto de borbulhia, é feita quando o
porta-enxerto, tiver de 25 a 30 cm de altura e diâmetro de um lápis. A muda é
transplantada para o campo quando o enxerto alcançar dois fluxos de crescimento. |
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| Plantio |
| no período das chuvas, ou fora delas
com irrigação, evitando-se a quebra do torrão com a muda. Plantio deve ser alto,
deixando-se 5 cm do torrão acima da superfície do solo. Após o fechamento da cova fazer
embaciamento e irrigar a muda com 20 litros de água. |
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| Espaçamento |
| 10 x 10 m ou 10 x 8 m. |
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| Mudas necessárias
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| 100 a 125/ha. |
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| Covas |
| 40 x 40 x 40 cm. |
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| Calagem |
| de acordo com a análise de solo,
elevar a saturação por bases a 80%. |
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| Adubação de
plantio e de formação |
| Adubar a cova de plantio com 10
litros de esterco de curral 3 litros de esterco de galinha, mais de 200 g de P2O5
e 5 g de zinco. Na formação do pomar, aplicar por planta e por idade, em função de
análise de solo: no primeiro ano, 30 g de N e 40 g de K2O; no segundo ano, 60
g de N, 40 de 160 g de P2O5 e 0 a 80 g de K2O; no
terceiro ano, 120 g de N, 100 a 240 g de P2O5, 40 a 160 g de K2O;
no quarto ano, 160 g de N, 120 a 320 g de P2O5 e 80 a 240 g de K2O.
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| Adubação de
produção |
| para a produtividade esperada entre
10 a 20 t/ha, aplicar de 10 a 40 Kg de N, quando o teor de N for inferior a 12 g/Kg.
Quando o teor de N foliar for superior a 12 g/Kg, não aplicar nitrogênio. De acordo com
a análise de solo e produtividade esperada, aplicar 10 a 60 Kg/ha de P2O5
e 10 a 80 Kg/ha de K2O. Fracionar a dose anual de fertilizantes, especialmente
de N e K, em três vezes, durante a estação das chuvas. Realizar duas pulverizações
foliares, em agosto e fevereiro, com 50g de ácido bórico e 250 g de sulfato de zinco em
100 litros de água. Em pomares com alta incidência de colapso interno do fruto, em solos
com baixos teores de cálcio na superfície, sugere-se a aplicação, em março / abril,
de 2 t/ha de gesso agrícola. |
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| Pragas e doenças |
| formigas cortadeiras - iscas
formicidas (clorpirifos e dodecacloro) e proteção do caule da muda com cones ou
"saias" de plásticos; mosca-da-fruta - eliminação dos hospedeiros
alternativos (carambola, serigüela, cajá, etc. ) nas proximidades do pomar, retirar os
frutos infestados do pomar, pulverizações de ruas alternadas, em 1m2 da copa,
com parathion methyl ou com a mistura de água, melaço de cana ou sulco de fruta mais os
inseticidas fenthion ou trichlorfon; cochonilhas - no caso de grandes infestações, fora
do período de florescimento, pulverizar com produtos a base de parathion methyl mais
óleo mineral, nas horas de menor infestação; broca-da-mangueira - corte e destruição
dos ramos brocados ou secos, proteção das mudas transplantadas para jacarezinhos com
inseticidas fosfatado (parathion methyl, em pulverização) até que recuperem sua
turgidez; seca da mangueira - uso de porta-enxertos resistentes (Carabao, IAC 102 Touro,
IAC 101 Coquinho), poda e queima dos galhos afetados da copa, a 40 cm abaixa do ponto
infectado, com desinfeção do material utilizado na poda, com hipoclorito de sódio a 2%
e pincelamento na secção do corte com pasta cúprica, ; Malformação vegetativa e
floral (embocamento) - eliminar os ramos com os tipos de malformação. Na malformação
floral os ramos devem ser eliminados a partir do nó que apresentou o embocamento. Não
utilizar porta-enxerto, borbulhas e garfos de plantas com sintomas de malformação para
produção de mudas; mancha-angular (bacteriose) - proteção dos órgãos novos da
planta, previamente com a mistura de oxicloreto de cobre mais mancozeb em intervalos de 15
a 20 dias na época das chuvas, e de 30 a 40 dias, no período seco; antracnose -
pulverizações semanais desde o entumescimento dos botões florais até o vingamento dos
frutos (5 cm) com o fungicida mancozeb; a partir daí alternar oxicloreto de cobre e
mancozeb até a colheita, em pulverizações quinzenais; oídio - pulverizações
preventivas, antes da abertura das flores até o início da frutificação, com fungicidas
à base de enxofre pó molhável ou quinomethionate. |
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| Outros tratos
culturais |
| escoamento dos ramos produtivos;
proteção dos frutos contra a queima do sol, nas bordaduras do pomar ao lado do poente;
colheita dos frutos no estádio de vez para prevenção do colapso interno. |
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| Colheita |
| outubro a março, dependendo da
região. A fruta deve ser colhida o mais madura o possível, evitando-se o uso de métodos
artificiais de amadurecimento. Para mercados distantes, colher as frutas no estádio de
vez, isto é, 1/3 madura. Os frutos que se encontram na parte mais baixa da copa, são
colhidos manualmente, com uma leve torção do pedúnculo, deixando-se uma pequena poção
deste a qual vai adaptar-se no momento que a fruta for lavada, classificada e embalada. Os
frutos localizados nas partes mais altas da copa são colhidos com o auxílio de escadas e
varas de bambu, providas, na extremidade, de um aro de ferro redondo com uma reentrância
ou lâmina para o corte do pedúnculo do fruto, ao qual se acopla um saco para recebimento
dos frutos. Para exportação de a colheita deve ser feita com o auxílio de tesoura, com
a secção do pêndulo na parte mais estreita. No campo as frutas devem ser acondicionadas
em caixas plásticas e mantidas à sombra. |
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| Produtividade
esperada |
| 10 a 20 t/ha. |
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| Culturas
intercalares |
| culturas anuais de porte baixo, de
preferência as leguminosas. |
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| Comercialização |
| mercado interno: caixa K (22 Kg),
caixa M (27 Kg) e caixetas de papelão ondulado ou de madeira(6, 0 a 6, 5 Kg); mercado
externo: caixeta de papelão ondulado (4, 0 a 4, 5 Kg). |
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| Fonte: Boletim 200 do IAC
- SP |
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