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Lactuca saliva L.) |
A alface é originária da Ásia e por volta do ano 4.500 a.C.
já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, através dos
portugueses. Hortaliça tipicamente folhosa, de elevado consumo e de grande aceitação. |
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| Cultivares |
| grupo
manteiga (lisa) - áurea, Babá (principalmente para o verão), Brasil 303, Carolina,
Elisa, Floresta, Minie (principalmente para o inverno), Monalisa e Regina; grupo crespa -
Brisa (verão), Elba (inverno), Grand Rapids, hortênsia, Maresia, Nacional e Verônica;
grupo americana (crespa repolhuda) - Great Lakes, Inajá , Lorca, Mesa 659, Nabuco,
Salinas e Tainá ; grupo romana - Corsica, Lente a Monter, Lucy Brown, Niner, Rider e
Trianon (Parris Cos lsland); grupo mimosa - Green Bowl e Salad Bowl; grupo de folha roxa -
Grenoble, Quatro Estações, Red Fire, Red Head e Veneza. |
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| Clima e Solo |
| Há muitos cultivares, de
diversos grupos diferenciados, podendo ser plantados em campo, em estufas e em hidroponia,
durante o ano todo. Não tolera geada. |
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| Época de plantio |
| Planalto:(março a
setembro); regiões serranas:(o ano todo), dependendo do cultivar. |
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| Espaçamento |
| 0,20 a 0,30 m x 0,20 a
0,30 m. |
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| Sementes necessárias |
| sementes peletizadas -
110.000 unidades/hectare; sementes nuas - 0,6 a 4,0 kg/ha. Ambas para cultivo por
semeadura direta. |
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| Calagem e
adubação |
| aplicar calcário para
elevar a saturação por bases a 80%. No plantio, utilizar 60 a 80 t/ha de esterco de
curral bem curtido, ou 1/4 dessa quantidade de esterco de galinha, com 30 dias de
antecedência. A aplicação deve ser feita em mistura com o solo dos canteiros e com os
adubos minerais, pelo menos l0 dias antes da semeadura ou do transplante das mudas.
Aplicar 40 kg/ha de N, 200 a 400 kg/ha de P2O5, 50 a 150 kg/ha de K2O
e 1 kg/ha de boro. Em cobertura, fazer três aplicações de 20 a 30 kg/ha de N, aos 15,
30 e 45 dias após a germinação (semeadura direta). No sistema de transplante de mudas,
aplicar as três parcelas de N em cobertura, decorridos l0, 20 e 30 dias após o
transplante. |
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| Irrigação |
| deve ser freqüente, por
infiltração ou por aspersão. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema
de irrigação a ser utilizado. |
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| Outros tratos
culturais |
| fazer cobertura morta (no
sistema de plantio de cana moído, após a semeadura, é o mais indicado). Fazer 1 planta
por cova. Controlar plantas daninhas; herbicidas: etil, fluazifop-butil e glufosinato de
amônio. |
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| Principais pragas |
| pulgão, lagarta
minadora, tesourinha. Produtos registrados para controle: carbaryl, fenitrothion,
malathion, methamidophos, mevinphos, parathion methyl e trichlorfon. |
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| Principais doenças |
| septoriose,
cercosporiose, tombamento, podridão de Sclerotinia, podridão da saia, míldio,
mancha-bacteriana, vírus do mosaico comum de alface, vírus do mosqueado. Produtos
registrados para controle: bromuconazole, captan, folpet, iprodio, oxicloreto de cobre,
oxicloreto de cobre + mancozeb e procimidone. Recomenda-se uso mínimo de defensivos. |
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| Colheita |
| Efetuá-la quando a
planta ou "cabeça" atingir desenvolvimento máximo, porém, com as folhas
tenras e sem indícios de florescimento. A precocidade depende do cultivar, clima, local,
época de plantio e sistema de cultivo. Em geral, a colheita ‚ feita entre 50 e 80
dias após a semeadura. Em plantações comerciais, a colheita pode prolongar-se por uma
semana, pois nem todas as plantas atingem o ponto ideal ao mesmo tempo. A colheita ‚
manual, cortando-se as plantas na altura do coleto, logo abaixo das folhas basais. |
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| Produtividade normal |
| 100.000 a 120.000
plantas/hectare em campo. |
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| Rotação |
| repolho, cenoura,
couve-flor, beterraba e feijão-vagem. Evitar cultivos sucessivos de alface a fim de
reduzir a ocorrência de podridão de Sderotinia, queima da saia, míldio e bacterioses. |
| Fonte: Boletim
200 do IAC - SP |
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