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| Agricultura |
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Quinta-Feira, 5 de Março de 2009 |
| (Saccharum spp.) |
A cana-de-açúcar pertence à família Poaceae (Gramineae) e sua origem geografica é
atribuída ao Sudoeste Asiático, Java, Nova Guiné e também à Índia. Inicialmente foi
cultivada a espécie Saccharum officinarum L. e com o passar do tempo, cultivares
desta espécie sofreram problemas de doenças e de adaptação ecológica, e foram
substituídas pelos híbridos interespecíficos do gênero Saccharum. Atualmente a
cana-de-açúcar, além de produzir açúcar, álcool e aguardente, tem os subprodutos
bagaço, vinhaça e tona de filtro de grande importância socioeconômica na geração de
energia, produção de ração animal, produtos aglomerados, fertilizantes, etc. |
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| Cultivares |
| colheita no início da
safra (20 a 25% da área plantada) - RB765418, RB835019, RB835486, RB855156, RB855453,
RB855563, SP70-1284, SP79- 2312, SP80-1836, SP80-1842, SP81-1763 e SP81-3250. Colheita no
meio da safra (60 - 70% da área plantada) - lAC64-257, lAC67-112, RB72454, RB785148,
RB825336, RB835089, SP70-1143, SP70-1011, SP79-1011, SP79-2233, SP80- 1520, SP80-1842 e
SP81-3250. Fim da safra (10 a 15% de área plantada): lAC70- 22, RB72-454, RB80-6043,
RB835089 e SP80-1520. A escolha destas opções devem estar relacionadas à observação
das condições edafoclimáticas locais. Forrageiras - Podem ser utilizados os cultivares
industriais acima mencionados, que apresentarem ultima brotação de soca sob palha,
ausência de florescimento e joçal. |
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| Zoneamento agrícola |
| regime hídrico anual
mínimo de 1.200 mm concentrados na primavera e verão, com inverno seco e/ou frio bem
característico, sem geadas freqüentes. Tolera temperaturas elevadas desde que o solo
seja profundo e com boa disponibilidade de água, que se encaixa nos latossolos de textura
média, embora produza bem em latossolos argilosos e prodozolizados. |
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| Época de plantio |
| (1) sistema de ano e meio - de
janeiro a março; (2) sistema de ano de outubro a novembro; e (3) plantio de outono - de
abril a junho (desde que haja disponibilidade de água e uso de matéria orgânica). O
primeiro, o mais indicado para cana industrial, o segundo e o terceiro são usados para
complementar o primeiro. No caso de forrageiras, o segundo é o mais indicado. |
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| Espaçamento e profundidade |
| 1,0 a 1,5 m - entre os dois extremos
há diferenças de equipamentos a serem utilizados. O espaçamento de 1 m, apropriado para
solos arenosos e regiões ecologicamente adequadas. O outro extremo, apropriado para solos
férteis. A profundidade, de 20 a 30 cm. |
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| Mudas necessárias |
| 6 a 10t/ha de mudas, de canas com 10
a 12 meses de idade, sadias, distribuindo-se 12 gemas por metro de sulco. No plantio de
outono, usar 18 gemas por metro, sendo necessárias 15 t/ha de mudas. Isso, calculado por
amostragem, contando o número de gemas e pesando os colmos. |
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| Plantio e controle de erosão |
| distribuir as mudas nos sulcos e
cortar em toletes de três gemas. Para o controle da erosão utilizar plantio em nível,
sistema de terraceamento de acordo com o tipo de solo e declive, e rotação de culturas.
Esta é feita através de plantio de uma cultura anual, geralmente soja ou amendoim, no
período chuvoso, plantando-se a cana de março a abril, após a colheita da cultura
anual. Atualmente, utiliza-se também o sistema de "meiose", que é o plantio de
cana para a produção de mudas no primeiro ano, intercaladas com faixas de culturas
anuais (soja ou amendoim), correspondentes a 5 ou 6 linhas de cana. As mudas produzidas
são utilizadas para completar o plantio de cana em março e abril, sulcando direto a
área, após a colheita da cultura. |
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| Calagem |
| aplicar calcário para elevar a
saturação por bases a 60% sendo pelo menos 1 t/ha do tipo dolomítico, se o teor de
magnésio trocável for inferior a 5mmolc/dm3. |
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| Adubação |
| 1. cana planta: (a) nitrogênio:
aplicar 30 kg/ha de N no plantio e 30 kg/ha 60 dias após o plantio; (b) fósforo: aplicar
no plantio, no fundo do sulco, de 40 a 180kg/ha P2O5 de acordo com a análise do solo e a
produtividade esperada; (c) potássio: aplicar de 40 a 200 kg/ha K2O de acordo com a
análise do solo e a produtividade esperada, sendo que até 100 kg devem ser aplicados no
plantio e o restante em cobertura junto ao nitrogênio, na primeira aplicação de abril.
2. cana soca: aplicar de 60 a 120 kg/ha de N, de acordo com a produtividade esperada (60 a
100t/ha); de 0 a 30 kg/ha de P2O5 e, de 30 a 150 kg/ha de K2O, de acordo com a análise do
solo e a produtividade esperada. |
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| Controle de doenças e pragas |
| mosaico: "roguing" e uso de
variedades resistentes; ferrugem: variedades resistentes e manejo de cone para variedades
com resistência intermediária; carvão e amarelinho: "roguing" e uso de
variedades resistentes ou tolerantes; raquitismo: flambagem das podações e tratamento
térmico; escaldadura: "roguing" e uso de variedades tolerantes; broca da cana:
controle biológico com manejo integrado da broca e parasitas; e Migdolus: controle
químico, biológico e destruição mecânica dos focos de infestação. |
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| Tratos culturais |
| cana-planta - herbicidas registrados
ou 3 a 4 capinas para mantê-la sempre no limpo; soca - enfileiramento dos restos
culturais após o corte. Escarificação superficial com adubação. Herbicidas
registrados podem ser aplicados em pré e pós-emergência. |
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| Colheita |
| maio a novembro na região Centro -
Sul |
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| Produtividade |
| varia em função do potencial
edafoclimático do local. Regiões como Ribeirão Preto e Jaú, apresentam a média de
85t/ha em cinco cones. Em produção inferior a 55t/ha, recomenda-se reforma do canavial. |
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| Rotação de culturas |
| soja precoce e amendoim cultivados de
outubro a fevereiro. Com adubos verdes: crotalária juncea, mucuna-preta e guandu,
cultivados em setembro e outubro e incorporados em janeiro e fevereiro. |
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Fonte:
Boletim 200 IAC-SP |
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