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     Dados Tecnicos>>Agricultura>>Industriais>>Palmito-Gariroba

 

 
(Syagrus oleracea (Mart.) Becc.)
 
A palmeira gariroba, também conhecida como guarioba, gueroba, gueiroba, guerova e palmito amargo ou amargoso, é nativa do Brasil, ocorrendo, de forma descontínua, numa ampla faixa que abrange o Nordeste, se estendendo ainda pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Neste Estado , freqüente na Região Noroeste, especialmente nos municípios de Votuporanga e Jales. É perene, de estipe (tronco) único, adaptada ás condições de maior insolação e baixa precipitação pluviométrica (800 a 1.200 mm/ano). Quando adulta pode atingir 10 a 20m de altura, com diâmetro do estipe entre 18 e 35 cm. Possui folhas grandes (2 a 3m de comprimento), moderadamente arqueadas e de coloração verde escura brilhante. As bainhas das folhas são estreitas e caducas. Floresce praticamente o ano todo, produzindo cachos com 20-40 cm de comprimento e 60 a 120 frutos em média. É utilizada na produção de palmito, de sabor característico amargo, e também como ornamental, especialmente na arborização urbana, devido a sua beleza e facilidade de pegamento após transplante.
   
Cultivares
a própria espécie botânica. H variações marcantes no desenvolvimento das plantas e no sabor do palmito de acordo com a procedência das sementes. Híbridos naturais entre esta espécie e outras do mesmo gênero botânico (Syagrus) produzem palmito de sabor não tão amargo e, por isso mesmo, não apreciados.
  
Clima e solo
própria de climas quentes, podendo ter déficit hídrico durante os meses de inverno. Solos bem drenados, não compactados e de textura média.
 
Propagação
através de sementes colhidas de frutos maduros. Embora a espécie frutifique o ano todo, é mais abundante a ocorrência de frutos durante os meses de agosto a fevereiro.
 
Semeadura
diretamente no campo. Utilizar sementes recém-colhidas e despolpadas. A germinação , lenta (2 a 4 meses) e baixa, se não forem usadas sementes novas e despolpadas.
 
Espaçamento
2,0 ou 1,5 x 0,50 ou 0,30 m (produção de palmito e ornamental).
 
Calagem
deve ser feita de acordo com a análise de solo, de forma a elevar a saturação por bases a 60%.
 
Adubação
no plantio utilizar matéria orgânica (esterco de curral, composto de lixo urbano ou composto de usina de beneficiamento de algodão) de 4 a 8 kg/m linear e 150 a 200 g/m linear de superfosfato simples, no sulco. A adubação de manutenção , feita de acordo com a análise de solo. De maneira geral, o uso da fórmula 20:5:15, na dose de 40 g por planta, 4 a 5 vezes ao ano, tem apressado o desenvolvimento.
 
Plantio
em sulcos de 10 a 15 cm de profundidade, após um bom preparo do terreno.
 
Tratos culturais
capinas ou roçadas para eliminar a competição de plantas daninhas, especialmente gramíneas.
 
Pragas e doenças
fungos e bactérias próprios de material em decomposição podem afetar a germinação se a polpa dos frutos não for retirada. Gafanhotos, cigarrinhas e pulgões são as pragas mais freqüentemente encontradas na cultura.
 
Irrigação
estimula o desenvolvimento da planta e contribui para o aumento do peso do palmito. Deve ser feita regularmente durante os primeiros 6 meses de plantio e nos períodos de déficit hídrico.
 
Controle da erosão
plantio em nível, manter o solo vegetado no período chuvoso.
  
Colheita
seletiva, realizada durante o ano todo, a partir de um ano e meio do plantio.É feita com o auxílio de enxadão, cortando-se a planta toda desde sua base. A maior pane do palmito dessa espécie ‚ do tipo caulinar (estipe macio), e a porção aproveitável pesa, em média, de 1 a 3 kg.
 
Produção
a duração máxima da cultura na mesma área ‚ de 3 a 4 anos. Produção média: 2.000 a 3.000 palmitos por ano a partir do segundo ano.
 
Comercialização
é comercializado in natura, em peças de 3 a 6 kg e ao preço de 1 a 2 dólares a peça. O produto ‚ perecível, devendo ser utilizado até 5 a 7 dias após a colheita.
 
 

Fonte: Boletim 200 da IAC-SP

 
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