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Agricultura Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2009
 

 

(Hippeastrum (Amaryllis) X hybridum Hort.)
 
Hippeastrum X hybridum, conhecido vulgarmente como Amarílis, é uma planta bulbosa, apreciada pelas flores grandes e vistosas. Pertence à família Amaryllidaceae, com cerca de 60 a 70 espécies americanas, muitas delas nativas do Brasil. A maioria dos cultivares comerciais são híbridos complexos, sendo os cultivares de Hippeastrum X hybridum os mais cultivados. O principal produto são os bulbos, sendo também comercializado como planta envasada ou como flores cortadas.
 
Cultivares
'Apple Blossom' (mesclado de rosa e branco), 'Red Lion' e 'Orange Sovereing' (vermelhas) e 'White Christmas' e 'Ludwig Dazzler' (brancas).
  
 
Produção de bulbos em canteiros:
Época de plantio
inicia-se entre maio e julho, pela escamação (escamas duplas), seguida de aclimatação e, finalizando, pelo plantio no campo, de agosto a novembro. Os bulbos necessitam de dois anos de cultivo para a comercialização. Espaçamento: varia com o tamanho do bulbo, sendo plantado em canteiros de 1 a 1,20 m de largura e 30 cm de altura, num espaçamento médio de 30 cm entre linhas por 10 cm entre bulbos.
 
Bulbos necessários
350.000 bulbos por hectare.
 
Plantio
a pleno sol e temperaturas altas (diurna e noturna); em solos leves, arenosos, bem drenados e de boa aeração.
 
Calagem
aplicar calcário dolomítico para elevar o índice de saturação por bases a 80%. O PH ideal para Amarílis está entre 6,0 e 7,0.
 
Adubação orgânica e de plantio
(canteiros com 30cm de altura): antes do plantio, aplicar 5 a 10 t/ha de esterco de galinha curtido; no plantio, de acordo com a análise de solo, 40kg/ha de N, 80 a 240kg/ha de P2O5, 80 a 240 kg/ha de K2O, 0 a 1 kg/ha de B, 0 a 4 kg/ha de Zn e 0 a 6 kg/de Mn, misturando bem com o solo do canteiro.
 
Adubação de cobertura
durante 8 meses, a cada 20 dias, aplicar 35 kg/ha de N (total de 480 kg/ha de K2O). Em cultivos sucessivos, fazer análise de solo do canteiro para evitar acúmulo de sais por excesso de adubação.
 
Irrigação
feita por aspersão, com freqüência mínima de 4 horas semanais.
 
Colheita
de maio a julho, por arranquio. Os bulbos são levados para o barracão para a toalete, lavagem, classificação, tratamento fitossanitário e secagem (23 a 25 C e ventilação ). Depois de secos, são armazenados em câmaras frias (5 a 13 C) com 80% de umidade relativa, por 8 a l0 semanas, no mínimo.
 
 
Produção de plantas envasadas:
Época de plantio
de agosto a dezembro, podendo ser programada em função de datas específicas, com antecedência de 20 dias, aproximadamente.
 
Propagação
utilizam-se bulbos adultos, de 2 anos, com perímetro de 24 a 30 cm, por possuírem duas gemas florais dormentes.
 
Plantio
utilizam-se vasos plásticos, normalmente brancos, de 14 cm de diâmetro, preenchidos com uma mistura de solo (argiloso) e matéria orgânica, na proporção de 1:1. Os vasos são acomodados em bancadas de 1,5 m de altura, protegidos por cobertura plástica transparente.
 
Calagem e Adubação
seguir a mesma recomendação para plantas no campo, considerado que 1 hectare de canteiro, com 30 cm de altura, corresponde a 3.000m3 de solo.
 
Irrigação
de 2 a 3 vezes por semana, por aspersão ou mangueira dotada de bico semelhante ao do regador.
 
Controle de pragas e doenças
pragas - tripes e ácaros - dimethoate, abamectin e malathion; lagartas e carbaryl; besouros (Camptodes sp.) - dimethoate e carbaryl.
 
Doenças
causadas pelos fungos Stagonospora curtisii, Fusarium sp. e Botrytis sp., que atacam tanto os bulbos quanto a parte aérea da planta: eliminação das folhas e bulbos afetados, prover boa drenagem, esterilização do solo, tratamento dos bulbos antes do armazenamento com thiabendazole e pulverizações semanais no campo com thiophanate methyl; viroses - vírus do mosaico do Hippeastrum e mosaico do pepino - eliminação das plantas afetadas. Para o controle de nematóides deve-se esterilizar o solo.
 
Observação
na produção de flores de corte, o sistema de cultivo é idêntico ao adotado para a produção de bulbos, que atualmente representa pequena parcela do mercado.
 
 

Fonte: Boletim IAC-SP

 


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