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Agricultura Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2009
 

 

(Rosa spp.)
 
Planta de clima temperado, perene, de folhas caducas, pertencentes à família Rosaceae. Cultivada pela beleza de suas flores desde os primeiros tempos da civilização humana, hoje é a florífera mais apreciada em todo o mundo. No Brasil, especialmente nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, vem sendo intensamente cultivada como flor de corte para atender os mercados das grandes cidades e à exportação para países limítrofes e Europa.
 
Cultivares
para flor de corte: 'Cara Mia' e 'Red Success'(vermelhas); 'Pascali' e 'Tineke'(brancas); 'Landora' e 'Buccaneer'(amarelas); 'Sonia', 'Manola', 'Lara', 'Veronica' e 'Vivaldi'(rosas) e 'chá', 'Madelon' e 'Fresco'(cores diversas); minirosas (tipo 'Spray'): 'mini-Morsdag'e 'min-Red Ace'.
  
Época de plantio
junho a agosto (mudas de raiz nua, enxertadas, plantadas no inverno); setembro a dezembro (estacas enraizadas de pé - franco).
 
Espaçamento
plantio no campo em linhas duplas de l, 0 x 0, 5 x 0, 5 m para mudas enxertadas e em linhas simples de l, 0 x o, l2 m para pés - francos; na estufa, l, 3 x 0, 3 x 0, 2 m.
 
Mudas necessárias
de 25. 000 a 43. 000/ha, em função do sistema de cultivo.
 
Calagem e adubação
segundo a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%. Juntamente com o calcário, empregar 10 t/ha de esterco de curral bem curtido, ou 3 t/ha de esterco de galinha, ou l t/ha de torta de mamona. Adubação de formação: incorporar nas linhas de plantio 20 kg/ha de N, 100 a 300 kg/ha de P2O5 e 40 a l20 kg/de K2O. Aplicar 80 kg/ha de N em cobertura, parcelando em quatro vezes, durante o ano. Adubação de manutenção: com base na análise de solo, aplicar 300kg/ha de N, 60 a 180 kg/ha de P2O5 e 100 a 300kg/ha de K2O, parcelados em 4 a 5 vezes, iniciando após a poda e aplicando mensalmente.
 
Irrigação
em cultivo no campo por aspersão, indispensável o ano todo, e em estufa por gotejamento (fertirrigação) ou microaspersão.
 
Outros tratos culturais
capinas, podas de formação e limpeza, eliminação de excesso de brotação lateral em ramos vigorosos e botões em ramos curtos ('pinch').
 
Controle de pragas e doenças
aplicar produtos químicos que não manchem as folhas e as pétalas para não depreciar a qualidade. Pulverizações constantes são necessárias para o controle de: pulgão e tripes - acephate, diafenturione esfenvalerate; ácaro - acephate, diafenturion, fenpropathrin, bifenthrin e propargite. Doenças fúngicas - míldio, oídio, podridão de Botrytis e pinta preta: podas de arejamento e limpeza, com queima do material afetado, e pulverizações com produtos à base de folpet, captan, chlorothalonil, difenoconazole, mancozeb e metalaxyl + chlorothalonil, triflumizole e prochloraz; viroses e galhas da coroa - destruição das plantas doentes.
 
Colheita
diária, durante o ano todo, com pico de produção nos meses mais quentes, de novembro a janeiro.
 
Produtividade
10. 000 a 12. 000 pacotes de 5 dúzias por hectare ao ano.
Observação
obtém-se melhor qualidade do produto quando a cultura é desenvolvida sob estufa de plástico, onde as plantas são protegidas das intempéries e da incidência direta dos raios solares que queimam as pétalas. Quando o objetivo é a exportação, observar normas rigorosas de controle de qualidade, inclusive a conservação pós - colheita do produto em câmaras frias.
 
 

Fonte: Boletim 200 da IAC-SP

 


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