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Agricultura Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2009
 

 

(Saintpaulia ionantha wendl..)
 
A violeta é uma espécie florífera perene, pertencente à família Gesneriaceae. Quando adequadamente cultivada, floresce com abundância o ano todo. Originária da África e, atualmente, difundida no mundo todo, tem apresentado, no Brasil, nos últimos anos, uma demanda crescente para o comércio.
 
Cultivares
existe mais de uma centena de cultivares, a maioria do Japão. São cultivados comercialmente no Brasil sem identificação
  
Produção de mudas
cada folha plantada em areia grossa produz, após dois a três meses, uma média de quatro mudas.
 
Transplante
são feitos dois, a saber: (1) quando as mudas atingem uma altura de 5 cm, para vasos de 5 cm de diâmetro, onde permanecem por dois a três meses, e (2) após esse período, para vasos de l2 cm de diâmetro, onde florescem em um a dois meses.
 Substrato para transplante em vasos
Calagem
aplicar calcário dolomítico, de acordo com a análise de solo, para elevar o índice de saturação por bases a 80%. O PH ideal está entre 5, 5 a 6, 0.
 
Adubação
para cada m3 de solo, misturar l m3 de húmus, l m3 de vermiculita ou pó de xaxim e l m3 de areia. Esterilizar a mistura. Aplicar os sais minerais na proporção de 250 a 500 g/m3 de P2O5 e 250 a 500 g/m3 de K2O. Misturar muito bem os componentes com o solo. Trinta dias após o primeiro transplante, e após envasamento, aplicar em irrigação uma solução contendo, por litro, 100 mg de N, 100 mg de K2O, 2 mg de B e l mg de Zn.
 
Irrigação
por aspersão, no preparo das mudas e nos vasos de primeiro transplante; manual, nos vasos definitivos, evitando molhar as folhas e flores. Evitar irrigação excessiva, devido à suscetibilidade ao encharcamento e à proliferação de fungos de solo que atacam as raízes.
 
Controle de pragas e doenças
pragas - ácaros - abamectin, dimethoate, naled, tetradifon; pulgões e tripes-dimethoate e diazinon. Doenças - podridão da coroa e murcha (Phytophthora sp. , e Pythium sp. ) - destruir as plantas doentes, evitar o uso de folhas de plantas infectadas para multiplicação e controlar a irrigação; oídio e Botrytis sp. - pulverizar as plantas com produtos à base de chlorothalonil ou folpet.
 
Observações
a cultura é desenvolvida integralmente em estufa de plástico pintado com látex branco, com tela sombreamento, a 50% para proteção das plantas contra a incidência direta dos raios solares e excesso de luminosidade. A violeta é bastante sensível a mudanças bruscas de temperatura; no inverno, requer aquecimento, evitando quedas bruscas de temperatura e o efeito de geadas; no verão, as laterais da estufa devem ser abertas nas horas mais quentes do dia para favorecer a ventilação e a diminuição da temperatura.
 
 

Fonte: Boletim 200 da IAC-SP

 


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