De la Concha Vázquez, M.R. Exit Sling S.A. - Eng. Agrícola
Masó Marcet, J.M. Exit Sling S.A. - Eng. Industrial.
O futuro das vinhas na Espanha é baseado no cultivo irrigado.
A perspectiva de uma flexibilização na legislação a respeito de vinhas irrigadas e nomenclatura dos vinhos delas decorrentes permitirá a Espanha competir com os outros países.
As novas técnicas espanholas de irrigação subterrânea se projetam como a melhor alternativa para irrigação de apoio para as vinhas.
As vinhas na Espanha, exceto em algumas regiões da Galícia, tem poucas possibilidades de ter suas necessidades hídricas satisfeitas com a pluviometria existente. Tendo em conta que na maioria dos casos as vinhas necessitam 700 mm de chuva por ano a maioria das regiões espanholas estaria fora desta faixa.
Até agora, a legislação existente permitia que se irrigasse apenas a Uva de Mesa mas nunca a Uva destinada a produção de vinho. Isto não permitia a Espanha competir com a maioria das regiões vinícolas da Europa e principalmente das áreas vinícolas da América do Sul.
A irrigação não só permite suplementar a necessidade hídrica das vinhas como também as experiências demonstram que com irrigação pode-se obter maior produção como também ela possibilita uma melhora considerável na qualidade.
Ainda que não estejam bem definidos os parâmetros já se vê um horizonte na liberação da irrigação das vinhas para a produção de vinhos e já existem algumas autorizações para isto. Esta atitude permitirá ao viticultor conseguir os benefícios da irrigação sem os riscos de faze-la sem permissão e sujeitar-se a elevadas multas.
A irrigação deve ser feita racionalmente. Embora não haja técnicas tradicionais deve-se irrigar segundo algumas técnicas já definidas. Por exemplo a rega mais importante é aquela que é feita logo após a colheita das uvas. As regas feitas no início do amadurecimento da uva não só aumentam a produção como também produzem uma perda no conteúdo de álcoois e ácidos.
Segundo estudos já realizados a produção média das vinhas varia de 3 a 4 mil kg por ha as vezes chegando até a 5 mil kg. A produção média das vinhas de Navarra, regadas 2 vezes em um ano se situam entre 15 e 20 mil kg por ha. Em algumas zonas da Catalúnia chegou-se em alguns casos até a 30 mil kg por ha com uma graduação alcoólica de 11 a 12 graus coisa impossível de obter sem irrigação.
Com irrigação se consegue um desenvolvimento mais arsônico da parte aérea, o que provoca um aumento de produção, obtendo-se frutos maiores e de maior qualidade.
Na irrigação localizada aérea, em muitas plantações se obtém 3% de raízes molhadas, com os micro aspersores distanciados a 1 m entre si. Com este sistema se pode chegar a 20%, quando precisaríamos de 25% como valor ótimo, se colocarmos duas linhas de micro aspersores em cada linha do cultivo.
Há 10 anos se pratica na Espanha as irrigações subterrâneas e este sistema tem-se mostrado mais eficiente do que a irrigação aérea. A irrigação subterrânea é muito apropriada para os cultivos que não sejam sazonais. Os cultivos de plantas perenes podem podem ter instalações fixas e se estas estiverem enterradas não atrapalham os cultivos necessários.
Todos os cultivos necessitam água em determinadas épocas de seu desenvolvimento. Caso não haja chuvas neste período as plantas perdem muito. Assim a irrigação de apoio é de suma serventia e garante a produção desejada. Tem-se que saber irrigar na hora certa.
- Deposição da água e dos fertilizantes diretamente na zona radicular.
- Maior uniformidade da umidade.
- Economia de água e de fertilizantes. Não evaporam. (de 20 % a 40 %)
- Economia de energia.
- O escorrimento lateral e a evaporação são praticamente nulos.
- Eliminação de acúmulos de sal.
- Redução da proliferação de mato superficial.
- Menores custos de manutenção do sistema.
- Eliminação dos agentes externos que influenciam a irrigação. Ventos, etc..
- Facilidade de manuseio.
- Esfriamento da zona radicular.
Existem 2 tipos de irrigação localizada.
- Irrigação por gotejamento.
- Irrigação exudante. (com tubos porosos)
Com a irrigação exudante (tubos porosos) se consegue eliminar alguns problemas existentes na irrigação por gotejamento. Estes problemas são os seguintes:
- A obstrução por raízes. No sistema exudante, os tubos ficam totalmente vazios e portanto não necessitam de tratamentos anti raízes. As raízes tendem a procurar água. Nos gotejadores que não se esvaziam ao término da irrigação elas tentam penetrar nos tubos por intermédio dos orifícios dos gotejadores para procurar água ocasionando o entupimento dos gotejadores e as vezes até dos tubos.
Nas mangueiras exudantes como estas se secam inteiramente após cada irrigação (a água sai pela força iônica da terra) não há o perigo de infiltração das raízes.
- Criação de zonas úmidas mais saturadas que outras. Para se conseguir uma linha úmida homogênea como a que se consegue com os tubos exudantes é necessário colocar os gotejadores com espaçamento bem pequeno e mesmo assim vamos ter bolas de umidade no solo.
- A utilização de filtros mais eficientes e águas mais limpas. Os resíduos sólidos que entram no sistema afetam mais os gotejadores do que os tubos exudantes porosos.
- Os gotejadores tem dificuldades de uniformizar a umidade em zonas pedregosas e normalmente as vinhas são plantadas em solos de cascalhos. A percolação neste tipo de solo é maior com gotejadores do que com os tubos exudantes.
- Os tubos exudantes tem a propriedade de liberar maior ou menor quantidade de água em função da umidade do solo a sua volta provocado pelo efeito de sucção do solo. Ele rega mais suavemente o que elimina o efeito da percolação em solos muito soltos.
Todos os sistemas de irrigação são válidos em determinadas condições e em função do manejo que se faça. Em cada caso deve-se estudr as particularidades da vinha ou do cultivo que vamos fazer. O importante é conhecer as tecnologias existentes e as melhorias que se pode utilizar.